quarta-feira, 1 de maio de 2013

As voltas que o mundo dá


A vida é mesmo cheia de surpresas, caminhos com seus altos e baixos. Etapas que muitas vezes temos que atravessar sem ter certeza do que se vai encontrar. Mas escolhas que foram feitas, rumos tomados, graças ao livre arbítrio e enquanto houver ânimo, coragem e fé. A luta sempre vai continuar.
Os sonhos não acabam jamais, e a realização deles cabe a cada um correr atrás, já é sabido que Deus oferece os meios, mas nada cai do céu.
É maravilhoso chegar na máxima etapa, no topo da montanha e saber que é capaz de atravessar a ponte sem cair no rio, porque a força e o saber está dentro de cada ser.
O segredo é continuar, seguir em frente, mesmo quando tudo na sua visão parece perdido, se está em busca da sua própria felicidade. Nada mais deve importar. Pois ela é uma conquista única.
Somos livres para fazer nossas escolhas, mesmo que de repente elas pareçam absurdas.
O mundo, como sempre, não para de girar e é maravilhoso saber e entender as voltas que o mundo dá. Podemos voltar atrás em muitas de nossas decisões e com inteligência podemos fazer parte de muitas mudanças, até mesmo fazer os reparos em inúmeras obras inacabadas.
Deixamos coisas de lado, por momentos não serem tão importantes, às vezes não compreendemos a direção que tomamos, ou porque os fatos chegaram a tal ponto, que você entra em delírio e vive, ou desiste do percurso, o que muitas vezes não é vantagem.
O caminho é sempre muito longo, e não se deve buscar atalhos, ou fugir da realidade.
Infelizmente o medo do desconhecido pode atrapalhar a chegada na reta final. É assim que o fracasso domina. A não realização da chegada ao objetivo traçado deixa os traumas agirem e tomarem posse, então, acredita-se que nada nunca vai dar certo, se sempre parar no meio do caminho.
As voltas que o mundo dá, torna-me cada vez mais madura e renova minhas forças, e fortalece minha opção de vida. Descobri que a felicidade está em minhas mãos e nunca vou abrir mão.
Vivemos no coletivo, mas há vitórias únicas e intransferíveis, assim vejo a máxima da vida.
Cada um é responsável pelo trajeto que levará ao prêmio merecido. Chegar no auge do entendimento não é uma tarefa fácil, também não é impossível.
Deus em sua perfeita sabedoria, deu inteligência e liberdade a todos, ensinou pescar, ofereceu os meios, não deixou ninguém a deriva. Mas como sempre têm madeiras que insistem em não desentortar nunca, serão insatisfeitas sempre.
O paraíso diante dos olhos, mas há muitos cegos que por opção não querem ver. E muitos que gostariam de ter essa graça, Deus os protege e dá todos os meios de sobrevivência, e ainda alimenta outros órgãos como instrumento para se acreditar que a capacidade existe sem barreiras e sem limites.
E o mundo continua dando suas voltas e podemos constatar que inúmeras vezes ele volta e para no mesmo lugar. Sempre generoso dando oportunidades para ver, corrigir ou até mesmo deparar com a pintura desejada.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sensível demais


Você aqui comigo é bom demais, é tão bom e eu sei o que fazer meu amor. Muitos dizem que amam, mas não faz como a gente faz.
Problemas vão existir sempre, mas com você aprendi deixa-los em outro plano. Primeiro nós. E entendi que assim funciona a relação, onde tudo se resolve com amor.
Sensível demais, tudo flui com a melhor energia gerada com muito respeito e cumplicidade.
A caminhada e a luta pela paz são imensas, mas de braços dados com você faz acreditar na chegada e colher frutos perfeitos.
É incrível, é fantástico encontrar a alma gêmea e poder viver ao lado dela em busca dos mesmos anseios.
O curioso que os objetivos são os mesmos, mas não é necessário seguir com a mesma velocidade.
Cada um segue como acha que deve e isto não significa que andam separados.
A confiança é tudo, e a água ainda esta na fonte, almas gêmeas sinceras capazes de sacudir o mundo. Mesmo que a batalha pareça perdida seguem corajosamente.
Apesar de a sensibilidade estar presente sempre, a consciência que não se deve desistir nunca é maior.
O sangue corre quente pelas veias desejando mudanças radicais no quesito amor, pessoas, mundo, mas o que não pode mudar tenta conviver bem com as diferenças.
O sol, o mar, o verde, vem alegrar nossos dias, renovando paixões. Na onda do mar me apaixonei pela vida e correndo na areia, como uma criança inocente, entendi que a felicidade é individual.
Estou amando e sendo amada, tenho tudo para ser feliz e o que não tenho estou disposta a buscar. Então decidi fazer minha parte.
Gosto de contribuir da melhor maneira possível para ver o bem da humanidade. Mas vejo muitos lamentando da vida, sem fazer nada, fica a toa esperando as coisas caírem do céu.
Desculpe-me a franqueza, a vida é dura para quem é mole, e não há vitoria sem luta.
Sensível demais, a natureza sempre sabia, faz o amor prosperar e vencer todos os obstáculos.
O medo existe, mas não desista, tudo serve de aprendizado. A busca pode ou não valer a pena. O importante é viver e construir uma historia cheia de altos e baixos, mas ter o que contar.
As estrelas brilham no céu para todos, e ainda assim há olhos que não veem. O sol também é generoso, cabe a cada um tomar posse do que é seu por direito.
Sensível demais, sentido o afago do universo, sigo nesta delícia de vida, despedida de orgulho, abraçando e recebendo a minha parte, com todas as honras.
Sei da minha obrigação e digo que sou feliz por cuidar do meu jardim, com rosas e espinhos, colho a parte que me cabe e nada além.
É maravilhoso o contato direto com seu eu verdadeiro, que vive, sente, não finge e não mente

terça-feira, 5 de março de 2013

Esquecida


Ela estava ali colorida, bem vestida e tão perfumada, fruto da natureza que, apesar de tantas mudanças, insiste em declarar que a vida é bela e única. Caída sobre areia como que jogada ou colocada para que alguém parasse e notasse que havia algo mais naquele lugar...
Nada havia de um lado e do outro, não que eu pudesse ver naquele instante... Apenas o vento que beijava suas pétalas, com tanto carinho que ela agradecida bailava para ele. Tudo depende do ângulo como vemos as coisas. Cada um de nós tem um olhar diferente sobre os fatos e tiramos nossas próprias conclusões.
O tempo passava lentamente, até ele parou e não queria ir embora. Um momento tão especial que a pressa não existia. Seu perfume se esvaia porque nada é eterno, mas a beleza natural era imensa e fazia os olhos se fartarem. A magia daquela visão, rosas se deliciando, provocando inocentemente as águas do mar, que vinha com calma e delicadeza sobre a areia só para tocar nelas e contemplando-as ficavam por horas e não se cansavam de repetir gestos de ternura.
Suas folhas murchavam satisfeitas, já tinham deixado seu recado, sabiam que cada um iria interpretar de uma maneira. Mas o objetivo era esse. Diante de tantos olhares, à distância consegui perceber que esta não estava esquecida, muitos a viram, todos chegaram perto e constataram que não podiam se apossar daquela preciosidade, ela não queria um dono e ser prisioneira da solidão, não queria para si vários amores, mas desejava ser mensageira dele e ser usada como transporte, compartilhando com o universo a felicidade da existência, não há limites para sobrevivência. Aparentemente esquecida, vista e amada, por mais simples que quisesse ser, não conseguia passar despercebida.
Variadas cores, simbolizando a paz, amor, paixões... Assim, alegrando vidas e ambientes, lembrada sempre, esquecida nunca. Às vezes não tem jeito de mudar a rota, mas sempre é possível mudar o pensamento.
Há momentos que devíamos sentir os pés fora do chão, ter medo dos obstáculos sim, mas se aventurar em uma viagem diferente, ir de encontro com seu eu, e ficar atento para as surpresas.
Entenda que não podes tirar seu nome da vida e do livro de registros. É preciso acreditar que tudo vai acabar bem. Suas pétalas começavam a entristecer, podia sentir que o tempo, por mais devagar que caminhava, sua chegada era inevitável.
Estar consciente que o fim chega para todos é um fato, mas aceitar ele é outro fator. Mesmo deixando sementes e frutos viçosos. É triste e ninguém quer ver o fim.

Mulher


   
Mulher de fibra
Mulher guerreira
Mulher que luta
Enfrenta tudo
Até teme, mas segue e vence.

Mulher faceira
Mulher rendeira
Mulher de sempre
Mulher filha
Mulher esposa
Mulher mãe

Mulher de todas as épocas
Mulher coragem
Mulher sorriso
Não importa a dor
Nunca desiste
Mulher amor, minha mãe.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um beijo

  



Momento único


Na correria

Houve um instante

A necessidade




Bendito dia

Gesto de carinho

A cura de um ser

Alegria ausente


Um ser solitário

O ser era tão rígido

Na solidão mergulhava

Mas um beijo de criança

Fez o milagre

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

As filhas de Elizia



Mais uma vez a vontade de escrever é maior e me toma por inteira e graças dou por ter o entendimento que há vários tipos de paixões, que podem nos proporcionar um bem-estar maravilhoso, um encontro com a paz.
Meus caros leitores, tenho que compartilhar a história das filhas de Elizia. Uma mãe abençoada. Que teve a bênção de ser genitora das sete mulheres, protetora, guerreira e analfabeta. Merece um Óscar. Soube dar o exemplo, o remédio, o antídoto e a cura.
Ensinou o caminho; mostrou os obstáculos e os perigos de se pegar atalhos.
As filhas de Elizia, como formiguinhas obedientes, seguiram os passos. Uma família humilde, com um caráter invejável. O vento soprava, balançava as paredes, mas nunca abalou as estruturas.
Dificuldades presente todo o tempo, mas ânimo e persistência era o lema das sete filhas de Elizia. Com exemplo vivo elas fraquejavam, mas não perdiam o foco. E hoje me faz ver que a família de fato é tudo. Todas se realizaram em tudo que se propuseram a fazer, todas herdaram e carregam consigo a coragem da guerreira mãe.
Traçaram seus objetivos, elas não têm medo e nem vergonha de voltar atrás ou recomeçar quantas vezes for preciso.
Depois dos 65 anos sua mãe corajosamente foi para escola, não queria morrer sem aprender escrever seu próprio nome e conseguiu essa vitoria, para alegria de todos, então tenho que reparar e com muito orgulho dizer que Elizia hoje é alfabetizada.
Mas, as filhas de Elizia, sabiam que sua mãe não precisava ser letrada, para orientar e educar seus dez filhos vivos.
Entenderam a linguagem do amor, e os gestos de alguém que estava presente sempre e nunca precisou de receita para fazer um bolo.
A escola da vida ensina a todo instante. Era maravilhosa a sensação do amor sem medida. Que acariciava os cabelos, e também fazia arder as palmadas, quando necessária e inevitável.
Mãe e filhas tocaram as mãos de Deus, e com muito esforço viu o sonho de todas realizado.
Maria é professora, Neide e Ana são técnicas de enfermagem entre outras, Vera foi manicure e confeiteira, Marina é professora e padeira, Áurea é professora e instrutora na auto-escola, Rosana é vendedora e esta terminando Letras na Faculdade Estadual de Dourados.
Os três homens filhos de Elizia, Rosalvo, Joaquim e José, também são o orgulho da família. Neste momento sem descriminação o foco é a casa das sete mulheres que enfrentaram todas as barreiras e seguiram com a mesma dignidade da rainha mãe.
As filhas de Elizia vêm provar que independente da sua condição financeira, cidade, sitio, não importa onde você mora. Aliás, a casa delas era pequena e sempre abrigava um. E o recado que elas deixam:  é que a fé move mesmo montanhas, e mesmo que não tenha um exemplo a seguir, acreditar em si mesmo e conviver com o delicioso sabor da vitoria é a glória!
E eu, como uma das filhas de Elizia, tenho que confessar: meu maior prêmio foi seguir os passos de mamãe, sou considerada a mulher das dez profissões, mas o corpo e o coração optaram para cuidar e lutar com a enfermagem a favor da vida sempre. Não deixo de escrever que é mais uma razão do meu viver alegre, compartilhando com vocês que o impossível só existe para os fracos.
  

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Para você

Para você não sei porque...
Me tirou do chão,
levou a razão e veio visitar meu coração.
Isto não é paixão, não confunda.
É o prazer que nos faz viver.


Pena que perdemos tempo com bobagens.
Não valorizamos os próprios sentimentos.



Queremos simplesmente amar e ser amados.
Devorar e ser devorados,
como animais famintos.
Para você, que na falta do par perfeito,
imagina morrer só.