sábado, 12 de março de 2011

Araçatuba...Acabar, jamais



Não nasci em Araçatuba, mas é a cidade dos meus sonhos realizados; Dourados MS é minha terra natal. Tenho-a no coração, que apaixonou-se por Araçatuba, na primeira visita, há vinte e três anos. Constitui minha família, plantei muitas árvores e escrevi meu livro.Participei de várias coletâneas. Sou técnica de enfermagem e artesã. Tenho o necessário para ter uma vida digna.
Araçatuba é uma cidade dinâmica e acolhedora. Dinâmica porque é sede de uma região administrativa que tem na pecuária e na produção sucroalcoleira, a fonte mantenedora do seu progresso. Um comércio forte e dinâmico absorve grande quantidade de trabalhadores. É hoje uma cidade de escolas, oferecendo uma variedade de opções para uma classe estudantil que cresce a cada dia. É acolhedora porque possui um povo simpático, religioso e amigo. Dizem que quem bebe a água do rio Baguaçu, daqui não sai mais. Verdade ou mito aconteceu comigo.
Aqui estou com meu marido e dois filhos Mesmo com esta responsabilidade, permito-me pertencer a uma série de atividades intelectuais e recreativas. Em nenhuma cidade vi o que conheci aqui. Uma academia de letras que mantém um grupo de pessoas – grupo experimental da academia Araçatubense se letras - que gosta de literatura e faz de tudo para desenvolvê-lo, com assessoria integral. Tinha um dom, mas não a técnica. Passei a tê-la e hoje me sinto realizada, pois já participei de várias coletâneas do grupo e tenho a honra de pertencer à Ube – União Brasileira dos Escritores. Faço parte da Companhia de Folia de Reis, do coral Incantus e do Amigos da Seresta, sou membro da cia dos blogueiros. Então, não posso me queixar desta cidade. Aqui ainda desenvolvo uma atividade profissional, a de artesã. Com ela, julgo ter deixado o meu nome para a história, por ter participado da decoração da Casa do Artesão.Também decorei o altar da igreja do bairro Alvorada.
São tantas coisas...
Agora, como nem tudo são flores, sinto-me indignada com esta vil campanha, que só pode ter saído de uma mente doentia: Visite Araçatuba antes que acabe.
Os buracos que, na verdade, infestam as ruas da nossa cidade, são frutos circunstanciais; acontecem em todas as administrações. Se a gestão tem seus senões, também tem seus méritos. Nunca se fez tanto pela cultura da minha cidade. Mesmo que você demore em visitar-nos, pode estar certo: Araçatuba não vai acabar. Aqui tem muita gente boa que acredita na sua pujança, no seu dinamismo e na boa intenção de políticos honestos, que seguramente, os temos. Eu sou assim, defendo com unhas e dentes o que é meu e ... Araçatuba é minha.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Vergonha


Vergonha?
De trabalhar,
de ir a luta,
de caminhar,
de ir a escola?

Vergonha?
Da roupa que veste,
do lar que possui,
da família que tem,
das coisas que ganha?

Vergonha?
De tudo que consegue?
Vergonha... Deveria ter,
por nada buscar,
por nada querer,
por ser egoísta demais.

Como ser livre?

Quando criança dependemos de alguém.
Quando crescemos um pouco também.
Quando nos casamos pioram as coisas,
se separamos, cobranças vêm.

Como ser livre então?
Quando pequenos, as coisas na mão recebemos.
Então maiores, já cheios de obrigação...
Sempre dando satisfação.

Com uma casa para manter,
com filhos para educar,
com marido ou esposa a vigiar,
se não mais os tiver,
vem pensão à pagar.


Como ser livre então?
Se sempre vamos ter patrão.
Com tantos sonhos e desejos guardados?
Fica aqui minha indignação.
Se temos vontade própria...
Por que há tanta "Prisão"?

Tempo



Já faz tempo que não vemos,
sorrisos sinceros,
amor entre irmãos,
paz nos corações.

já faz tempo,
que não vemos,
amizades eternas,
família unida.

Já faz tempo,
que não vemos,
crianças brincando,
jovens lutando,
idosos descansando.
Já faz tempo,
que não temos segurança.

As horas não passam




As horas não passam...
Me sinto só,
um vazio toma conta do meu ser.
Saio as ruas, no meio da multidão,
ouço contos e risos...
nada tem graça.


Aproximo-me de algumas crianças,
tento encontrar nelas um sorriso...
Algo que me fizesse sorrir também,
senti uma paz profunda, mas alegria...
Ainda estava distante.

No aconchego do meu quarto,
a solidão insiste em ficar,
o tempo não passa...
Tudo que movo não sai do lugar,
não consigo seguir sem tua presença.
Não haverá mudança enquanto não chegar.
As horas não passam...
Pois tudo aqui depende de você amor.